
terça-feira, julho 28, 2009
NICOLAS BEHR

domingo, maio 24, 2009
Pela manhã...
Imagens apagadas na minha retina, negação mental, não volto atrás. Escolho lembranças, as piores possíveis, e durmo com maior facilidade, se a mente insiste, eu insisto mais ainda, não posso perder uma noite tranquila de sono, é tarde. En-canto de sereia, pego no sono certa de atingir a paz procurada. Abro os olhos pela manhã e o teto parece pesar, tão rápido, mais uma noite sem sonhos, pouco descanso, mais uns minutos. Êxtase, real-sonho, não sei divisar, a imagem apagada se delineia: os olhos, o sorriso, nenhuma palavra, mãos, boca, língua, desespero, me traio, quebro promessas, pernas tremendo, não o vejo mais, sinto, preciso parar, é tarde. Abro os olhos pela manhã e o teto parece pesar, levanto, assustada, é hora de ir. terça-feira, maio 19, 2009
(En)canto de sereia
Este blog anda abandonado pela falta de tempo e até de vontade. Tenho evitado escrever porque sei que sempre acabo voltando pra o sentimentalismo amoroso de sempre - ou a falta dele. Cansei de lamentar a falta de alguém que sinceramente havia esquecido depois de uma boa temporada de ódio. Evitei mesmo escrever agora, mas por que não, afinal? Não tenho nada a esconder, por pior que seja a aparência da causa e os fatos recentes só me deixam mais tonta com a situação aparentemente tão distante.
Parece que voltei a reviver toda a euforia de outrora, entretanto, como o esperado, euforia extremamente passageira. A proximidade faz bem, e como ele mesmo diz, faz bem pro ego, há muito não sabia o que era isso. Por uns momentos, confesso que me deixei levar pela coisa, mais por impulso que por vontade, talvez a reclusão tenha feito aflorar sensações há tanto esquecidas. Eu senti a adrenalina fluir pelo meu sangue, tudo parecia igual ao que foi e por isso incomodou tanto. Nada pode ser igual ao que foi, não depois de todo o ocorrido, depois de todas as palavras trocadas. Por mais que eu queira esquecer, agora sei bem que não é tão fácil. É tudo tão igual que chega a incomodar, cadê a originalidade? Cadê a vontade de conquista, parece que não só eu queria um carinho no ego. É fácil, é só chegar perto, não é não!
Nenhum dos dois parecia se convencer de que ainda queriam. Não posso afirmar com toda a certeza por ele, mas por mim, nada parecia fazer sentido, por quê? Eu quis tanto. Há pouco mais de um ano faria tudo pra reviver isso, mesmo passando por cima do meu orgulho. Agora, as palavras, os beijos, nada faz sentido. Eu tentei reviver o sabor da aventura, em vão, pareceu tão repugnante, ainda sei fingir muito bem. O que ainda me atrai? Nem eu sei. Parece mais um labirinto, eu me afasto, eu procuro um outro caminho, mas acabo por esbarrar sempre no mesmo lugar. Um ciclo interminável, inconstante, um canto de sereia indescritível, instigante e incômodo. Totalmente paradoxal, é repugnante e atrativo, sei lá porquê.
Eu não quero realmente, estou mais do que convencida disso, embora haja algo que me seduza inevitavelmente. Há coisas realmente inexplicáveis.
Bem Longe
(Amy Lee)
Tirei seus sorrisos e fiz deles meus.
Eu vendi minha alma apenas para esconder da luz.
E agora vejo o que eu realmente sou,
Uma ladra, uma prostituta, e uma mentirosa.
Eu corro para você (fugir deste inferno),
Grito seu nome (desistindo, entregando),
Eu vejo você lá (você ainda está), bem longe.
Eu sou inexistente para você - inexistente e surda e cega.
Você me deu tudo, menos o motivo
Eu alcanço, mas eu sinto apenas ar na noite
Nem você, nem amor, simplesmente nada.
Eu corro para você (fugir deste inferno),
Grito seu nome (desistindo, entregando),
Eu te vejo lá (você ainda está), bem longe.
quinta-feira, março 19, 2009
Ascensão
Às vezes pressinto que ainda não sou,que apenas estou sendo.
Antevejo paisagens porque percebo a escalada
e qualquer coisa me diz que chegarei a olhar-me
em todas as direções,
sentindo que tenho aos meus pés os caminhos revelados,
e as próprias nuvens se conformam em poemas...
Atiro-me ao trabalho com esforço e aventura,
sem olhar para trás,
como o alpinista que percebe ainda não ter chegado
ao ponto mais alto,
quando poderá plantar o seu marco, e só então
olhar o mundo.
Às vezes pressinto que ainda não sou,
e nessa dura escalada, angustiosa, um pensamento
me amedronta: serei?
Chegarei ao cimo
ou cansarei?
(J. G. de Araújo Jorge. Harpa submersa)
segunda-feira, janeiro 26, 2009
Olhares
Olhar-se pelos olhos dos outros não é tarefa fácil, mas é inevitável no mundo em que vivo. A super exposição tem me tornado cada vez mais fria, até mesmo obsecada por mostrar essa distância tão pretendida. É difícil dar a outra face, é difícil confiar, mesmo que desconfiando. As pessoas costumam ser más em suas observações.ALINE
Tayse Brito
Doce delicada flor
d'uma alma carregada de luz
assim és.
Do grande jardim destacou-se
a flor delicada, pura
uma beleza inquestionável
de enorme coração. Sonha.
Sonhos, desejos, lutas
mulher
teu futuro é incerto
teu viver é sábio.
Vive a ensinar
vive a escrever
as páginas em branco
naquele caderno de anotações.
Memórias guardadas, apagadas;
histórias vividas, esquecidas.
domingo, dezembro 14, 2008
Passeeeeeeeeii
Quanto tempo eu passei sonhando com a prova do mestrado, parecia tão distante. Desde o começo da graduação eu fazia planos pra que isso acontecesse. Inicialmente queria fazer o curso fora, mas com os percalços do caminho, acabei preferindo fazer por aqui mesmo. Quer dizer, não dá pra chamar um emprego de percalço, por mais que por vezes esse pareça. Foi exatamente esse emprego que me impediu de fazer a prova ano passado como estava planejado, na verdade, eu quase não consigo me formar. Este ano, decidi fazer uma especialização pra não perder contato com a universidade, e pra ter um título, claro. A obsessão era tanta que fiz a única da UFPA, especialização em Língua Portuguesa. Olha o sacrifício, pensei. Que nada, graças a Deus é só o nome, adorei as disciplinas de literatura. As provas, enfim, foram rolando. A primeira me levou pro hospital, tava tão nervosa que tive uma crise e passei uma tarde no soro dias antes da prova. Na segunda, o nervosismo me atacou na hora da prova, não escrevi coisa com coisa, meu orientador fiscalizando, um tema que nunca esperava, certamente não passaria. Graças a Deus não foi assim, quantas lágrimas eu derramei, não podia acreditar ao ver minha média na lista. Não foi tão boa, mas o suficiente pra passar pra última e mais terrível fase: a entrevista. Professores que eu gosto muito estavam na banca, minhas amigas dizendo que eu estava passada, não é bem assim. Meu nervosismo me fez ter um ataque de riso na hora. Eles foram muito bacanas, não quer dizer nada. Não perguntaram nada do meu projeto, e agora, não era esse o objetivo da entrevista? Eles riam das minhas palhaçadas e quando eu pensei que estava começando, está ótimo, Aline, pode ir. O quê, já? Meu Deus, meu projeto é tão ruim que nem comentaram nada. Tá ótimo mesmo? Espera o resultado, Aline. E como foi difícil esperar, não tinha mais unhas pra roer, os dias não passavam. No dia do resultado acordei e direto pro computador, não conseguia esperar até as 2 da tarde. Saiu mais cedo. Quando vi o link, uma oração antes. Misericódia, Senhor! E lá estava minha média. Mãe, passei. Lágrimas, gritos, telefonemas. Desde o listão do vestibular não sentia uma felicidade tão grande. Dias depois, eu e Brenda planejando o doutorado. Aprendi que tenho asas, posso começar a voar. "Vem por aqui" — dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
A minha glória é esta:
Criar desumanidades!
Não acompanhar ninguém.
— Que eu vivo com o mesmo sem-vontade
Com que rasguei o ventre à minha mãe
Não, não vou por aí! Só vou por onde
Me levam meus próprios passos...
Se ao que busco saber nenhum de vós responde
Por que me repetis: "vem por aqui!"?
Prefiro escorregar nos becos lamacentos,
Redemoinhar aos ventos,
Como farrapos, arrastar os pés sangrentos,
A ir por aí...
Se vim ao mundo, foi
Só para desflorar florestas virgens,
E desenhar meus próprios pés na areia inexplorada!
O mais que faço não vale nada.
Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos...
Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !
Levanto-a, como um facho, a arder na noite escura,
E sinto espuma, e sangue, e cânticos nos lábios...
Deus e o Diabo é que guiam, mais ninguém!
Todos tiveram pai, todos tiveram mãe;
Mas eu, que nunca principio nem acabo,
Nasci do amor que há entre Deus e o Diabo.
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções,
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou,
É uma onda que se alevantou,
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
Sei que não vou por aí!
segunda-feira, setembro 15, 2008
Corredores
Eu andeiSorri
Chorei tanto
Não me arrependi
Ganhei e perdi
Fiz como pude
Lutei contra o amor
Quanto mais vencia, me achava um perdedor
Mais tarde me enganei e vi com outros olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais
Me levando pra alguém
Quem visitou os corredores da minha alma
Soube dos enganos, secretos planos e até os traumas
Eu sempre fui muito só
Eu andei
Sorri
Chorei tanto
Fui quase feliz
Fiz tudo que quis
Fiz como pude
Desprezei meu ego
Dando esmolas a ele
Como se fosse um cego
Mais tarde me enfeitei, até pintei os olhos
Quando às vezes não amei a mim
Não por falta de amor
Mas amor demais
Me escapando pra alguém
Quem visitou os corredores da minha alma
Soube dos meus erros
E dos nós que fiz bem na linha da vida
Eu sempre fui muito só
domingo, julho 27, 2008
Novas reflexões
266. Crime - sentimento de culpa - necessidade de absolvição - mobilização a serviço de um ideal - novamente culpa - execução de um novo crime a serviço do ideal - novamente a necessidade de uma expiação - vinculação redobrada ao ideal - e assim por diante. Um círculo vicioso.
270. E assim, de repente ou paulatinamente, a vida se esgota, se esvai, se esvai. A estima toma o lugar da amizade. A autonegação substitui o respeito. Obediência em vez de participação. Sujeição no lugar da fraternidade. O entusiasmo toma o lugar da dúvida. Tortura no lugar da alegria. Repressão no lugar da saudade. Mortificação no lugar da meditação. Traição em vez de separação. Uma bala em vez de uma justificativa. Matança em vez de cisão. Morte em vez de mudança. Viagem purificadora em vez de morte. "Imortalidade" em vez de vida.
(A caixa preta - Amós Oz)
quinta-feira, julho 17, 2008
Coisas que tenho aprendido nessas férias
1. As pessoas são ilógicas, irracionais e egocêntricas. Ame-as, apesar de tudo.
2. Se você fizer o bem, as pessoas o acusarão de ter motivos egoístas ocultos. Faça o bem, apesar de tudo.
3. Se você tiver sucesso, ganhará falsos amigos e inimigos verdadeiros. Busque o sucesso, apesar de tudo.
4. O bem que você faz hoje será esquecido amanhã. Faça o bem, apesar de tudo.
5. A honestidade e a fraqueza o tornarão vulnerável. Seja honesto e franco, apesar de tudo.
6. Os maiores homens e mulheres com as maiores idéias podem ser eliminados pelos menores homens e mulheres com as mentes estreitas. Pense grande, apesar de tudo.
7. As pessoas favorecem os oprimidos, mas seguem somente os bem-sucedidos. Lute pelos oprimidos, apesar de tudo.
8. Aquilo que você passa anos construindo poderá ser destruído da noite para o dia. Construa, apesar de tudo.
9. As pessoas realmente precisam de ajuda, mas poderão atacá-lo se você ajudar. Ajude-as, apesar de tudo.
10. Dê ao mundo o melhor de você e levará um soco na cara. Dê ao mundo o melhor de você, apesar de tudo.
quinta-feira, julho 10, 2008
Tenho até medo de pensar no que eu fiz, no que eu vivi durante aqueles dias, de quando achava que a felicidade era tudo o que nos preenchia. Eu fazia vista grossa pra tudo e olhando por cima, sabe que até parecia legal? Era tudo tão simples, só usar as três palavrinhas mágicas: quero te ver, e pronto! Num passe de mágica todos os meus problemas sumiam. Eles sempre pareciam muito pequenos porque era só te ver, ouvir tuas histórias e os teus problemas insistentes a me sufocar que eu esquecia de mim. Tão cansada de falar, eu só ouvia e o meu corpo era bem recompensado. Deves ter percebido que eu sou meio masoquista, né? Mesmo quando eras mais grosseiro e descontavas em mim as tuas frustrações, meu sorrizinho de canto de boca aparecia, não por desdém, mais por satisfação mesmo.
Bom, agora nada mais importa, na verdade, nem mesmo sei porque esses momentos teimam em dançar na minha cabeça se tudo o que eu quero é distância. Por isso, não se engane, não quero ter nada de volta e percebo que nem era essa a intenção da nossa última conversa, eu confundo tudo mesmo.
Já descartei qualquer possibilidade de ter de volta e só agora percebo que terminou muito antes do que eu imaginava. É muito mais fácil entender quando se está de fora, quando já se abandonou tudo, isso mesmo, eu não vivo de ruínas e ao contrário do que tinhas me dito, tens um grande poder destrutivo. Há muito não vejo o mesmo homem que me conquistou, talvez porque ele nunca tenha existido. Mas não se preocupe – se é que algum dia foste capaz de te preocupar comigo – a fase do ódio passou. Nestas palavras não existe nenhum traço de raiva, é só desabafo.
São palavras confusas, eu sei, mas sei também que és capaz de entender, embora tenhas alegado não entender o que eu escrevo. Aliás, acho que nunca saberás da existência de nenhuma dessas linhas apesar de estarem tão expostas. Deixa pra lá, como sempre, até algum dia.
domingo, julho 06, 2008
Ah, se já perdemos a noção da horaquarta-feira, junho 11, 2008
Algumas reflexões pós-tragédia
sexta-feira, junho 06, 2008
terça-feira, junho 03, 2008
Nada
Olhares brevemente trocados. Expressões por pura polidez, frias e distantes. Eis a situação atual. Novo jogo? Os tempos de outrora foram apagados. Suas expressões paracem-me indecifráveis. Eu prendi todos os olhares como o esperado, menos um, o único que me importava, o único que não se importava. Depois de todo esmero do creme nos cabelos, do perfume nos pontos estratégicos de circulação, da escolha meticulosa das bijuterias, do vestido sensual e discreta... nada.Ele andava ao meu redor, distância de alguns pequenos passos. Eu, sentada, de cabeça baixa e aparentemente concentradíssima na íntima tinta vermelha sobre os garranchos a minha frente, ouvia cuidadosa o som da mesma voz que tantas vezes passeou em meus ouvidos enquanto brincava com o meu sorriso, arrepiando pele, poros e pensamentos. A mesma voz, mas em tom distinto. Dirigida a mim, a voz era mais grave, mais máscula, mais obscena. Agora tão distante, o som é quase irreconhecível. Oi! É tudo o que tem a me dizer? O costumeiro beijo na testa e de volta ao trabalho.
Eu voei baixo naquela cadeira desconfortável, naquele espaço opressivo que eu suporto por questões de sobrevivência. Por instinto eu voei, eu fugi daquelas palavras confusas dos papéis dispersos na mesa, tentando em vão achar qualquer pista despejada naqueles míseros segundos precedentes. Nada.
Nada ao redor, em volta ou dentro de mim. O barulho de vozes dissonantes se espalha, meus olhos parecem despertar. É ele. É ele novamente, tentando roubar minha atenção mesmo não se dirigindo a mim, eu o conheço. Desmotivada volto os olhos para os papéis, nem o vi ir. Deixa pra lá. Coloquei minha capa obscura de gelo, me cobri de solidão e continuei a tarefa de esquecê-lo, mas como dizia meu sábio provérbio: esquecer é o esforço vão de tentar apagar as lembranças tatuadas na alma.
Só mais alguns minutos e a tortura acaba.
Tô indo embora. Eu o vi virar as costas, fechar a porta e me esquecer.
É tudo que restou, nada...
sexta-feira, maio 23, 2008
De volta ao passado...
É, esta sou eu, dando o braço a torcer, admitindo erros que não cometi pra trazer tudo de volta. Não é isso que é a vida? Pelo menos é a minha vida. A vida de um irreconhecível ser humano dotado de um estranho prazer pela tempestade, pelos labirintos universais em busca do Minotauro faminto. Quem disse que precisa haver uma lógica nisso tudo? Não há lógica em mim, nem em nada ou ninguém. Modinha
Cecília Meireles
Brilharam sobre essas linhas,
domingo, março 16, 2008
Kuroi namida
Asu nante konai you nito negatta yoru kazoekirenai Yume mo ai mo nakushi ame ni utareta mama naiteru… Kasaritsukenai de kono mama no watashi de ikite yukutame
Nani ga hitsuyou
Jibun sae shinjirezu nani wo shinjitara ii no
Kotae wa chikasugite mienai
Kuroi namida nagasu
Watashi ni wa nani mo nakute kanashisugite
Kotoba ni sae nara nakute
Karadajuu ga itami dashite
Taerarenai hitori dewa
Yonaka ni nakitsukarete egaita jibun janai jibun no kao
Yowasa wo kakushita mama egao wo tsukuru no wa yameyou…
Kasaritsukenai de ikiteyuku koto wa kono yo de ichiban
Muzukashi koto?
Anata kara morau nara katachi no nai mono ga ii
Kowareru mono wa mou iranai
Kuroi namida nagashi sakendemo
Shirame kao de ashita wa kite
Onaji itami ni butsukaru
Sonna hibi wo tsuzukeru nara
Tooku kiete shimaitai
Wagamama to wakattemo
Kuroi namida nagasu
Watashi ni wa nani mo nakute kanashisugite
Kotoba ni sae nara nakute
Karadajuu ga itami dashite
Kuroi namida nagashi sakendemo
Shirame kao de ashita wa kite
Onaji itami ni butsukaru
Sonna hibi wo tsuzukeru nara
Tooku kiete shimaitai
Wagamama to wakattemo
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
segunda-feira, janeiro 07, 2008
Insônia de um século lapidar
Não por acaso as primeiras postagens do ano. Pensava que criaria expectativas, que as mudanças aconteceriam, mas que nada, tudo pareceu tão igual. Os dias agora passam tão depressa e a pior coisa é esta estabilidade.Gosto da mudança, do inesperado, do surpreendente. Mentiria se dissesse que não houve nada de diferente, porque houve sim, mas é o tipo de coisa que ainda não consegui definir se é bom ou ruim.
Eu perdi o equilíbrio, estive a um fio da queda e mesmo não caindo, senti a dor, o gosto do sangue na minha boca. Mesmo assim, a vida não se esvaiu, eu resisto apesar de tudo. Era o melhor de mim, era o fôlego, era o que fazia o meu sangue correr. Não vou mais lamentar nada, a dor passou. Esses tremores são apenas vertigens provocadas pela insistência em olhar pra trás, porque tudo ainda parece igual mesmo sendo tão diferente.
Passou, agora é hora de seguir em frente. Se as mudanças não aconteceram, eu mudo pra que elas aconteçam.
insônia de um século lapidar
uma inscrição em seu túmulo
uma data de dígitos quase ilegíveis
[não era assim que tinha de ser?]
ar habitado por esta escrita
corroendo pedra & pensamento
uma fuligem por herança
agora fatalmente te respiramos
página dobrada
sufocada no esquecimento
um tempo asqueroso a pronunciar-se
numa vertigem em seu halo funesto
[nunca soubemos ao certo
o que esse amor quis lapidar]
benoni araujo
sexta-feira, novembro 23, 2007
De tanto te pensar, me veio a ilusão.A mesma ilusão
De nunca te tocar
Acredito ter mãos, acredito ter boca
Quando sou nada: égua fantasmagórica
sábado, novembro 10, 2007
Um mar sem ondas
Agora que o silêncio é um mar sem ondas, 