quarta-feira, março 27, 2019
quinta-feira, janeiro 03, 2019
Alguns esclarecimentos
Gostei muito do
teu poema, bem escrito como sempre, mas gostei, sobretudo, porque trouxe alguns
esclarecimentos e pra quem não gosta de conversar como tu, serviu muito. É
óbvio que eu entendi a mensagem, bem como os gigantescos equívocos no que me
toca. Durante os últimos dias, tu, mais que a maioria das pessoas, sabes que me
fechei mais em mim, não apenas porque é característico da minha personalidade,
mas devido aos meus problemas familiares e pela minha própria condição de saúde
que tem me restringido de fazer coisas que eu realmente deveria e preciso
fazer. A propósito, eu ia me desculpar pelo afastamento, embora eu acreditasse
que tinhas compreendido claramente pelas conversas que temos tido ultimamente.
Daí, me deparo
com escritos que falam de um amar mais que o outro, amar pelo outro ou amar
sozinho e eu fiquei pensando, de onde isso surgiu? Eu até gostaria de ser esse
tipo de pessoa, me sentiria menos egoísta e moralmente melhor comigo, seria
mais cristão até amar alguém como a mim mesma (um objetivo que pretendo
atingir, assim que descobrir como me amar). Aliás, é bom dizer que nunca disse
nada nem agi de nenhuma forma pra que isso fosse entendido e tentei adivinhar
de onde surgiu essa ideia. Essa é a palavra mesmo, adivinhar, uma vez que a
menos que digas, não tem como eu saber. Não apenas agi, disse repetidas vezes
que gosto e quero te ter por perto porque até então me pareceu que isso fazia
bem a ambos, nada além disso. Eu não deixo a entender, não minto, não atuo pra
deixar uma mensagem, enfim, quando quero
algo, falo, quando não quero, falo do mesmo jeito sejam lá quais forem as
consequências.
Posso afirmar
com toda a certeza que mesmo quando começamos a sair, deixei muito claro que
não tinha a ver contigo, eu não conseguia planejar um futuro a dois, que só
consigo viver no presente e o futuro me assusta sobre tudo no mundo. Falei
sobre não conseguir ver o outro como objeto e prendê-lo, que não sabia o que
era sentir ciúmes (algo que nem eu sei como explicar). Até ao falar sobre amor,
te disse que eu falo mesmo a todos que amo sem o menor problema por medo de me
arrepender e não ter mais o momento em que pudesse fazer isso e já naquele
momento ficou claro que não entendeste o que eu entendo por amor, mas quem
disse que isso é fácil de explicar? Pra mim, se importar e querer bem às
pessoas que estão próximas a mim é sim amar. No que diz respeito ao
relacionamento a dois, feliz ou infelizmente, sou mais realista e pessimista do
que gostaria, não me iludo, não consigo planejar casamento e coisinhas melosas
e, obviamente, nisso, sempre fomos completamente diferentes.
O que eu entendi
há muito tempo e também falei em várias ocasiões é que a fase do impulso, da
lua-de-mel passou pra nós como passa em todo relacionamento e nós não seríamos
exceção, o que não impediu que continuássemos aproveitando a companhia um do
outro e não mudou em nada minha perspectiva de continuar vivendo o presente, me
importando contigo e te querendo por perto sem que isso me prendesse ou me
impedisse de continuar a minha vida como sempre. Mas aí, de novo, te ouço falar
em um lado amar mais, amar pelos dois e, de novo, lá vou eu tentar entender de
onde saiu isso (e me vem à mente tu dizendo pra eu parar de tentar entender as
coisas, pra ser menos antropóloga, mas me desculpe, é automático, eu diria que
é parte de mim).
Pela
convivência, ouvindo tuas histórias, compreendi que tu constróis os teus
moinhos de vento. Tu te aproximas de alguém, te apaixona loucamente, planeja
mundos e fundos até passar a fase do impulso, quando a adrenalina começa a
diminuir, então tu desistes ou o outro lado desiste primeiro e vai cada um pro
seu lado até que aparece outra e outra e outra e outra... E o ciclo quixotesco continua.
Se tu gostas de viver esse ciclo infinitamente, bom, é uma escolha tua e eu respeito,
mas esse nunca foi o meu modo de viver nem de ver as coisas. Eu quero o agora,
eu vivo o agora e talvez da pior forma possível, mas é a minha forma de viver.
Não quero pensar no depois, assim como também não vivo de passado. Ademais, minha
memória não é só péssima, também não gosto de ficar lamentando pretéritos.
Agora, sejamos
honestos, quando te impedi de sair com outra pessoa (lembro de até ter te
ajudado em algumas situações, inclusive)? Quando te prendi ou te impus algo de
qualquer forma? Sempre foste livre, não é verdade? Até pra se afastar. Tiveste
toda a liberdade que se pode ter, aliás, eu propus não termos mais contato em
um dado momento, depois me arrependi porque achei desnecessário e não vejo o
menor problema em admitir. Não andamos pelos mesmos lugares, não ando por aí
pra te encontrar “por acaso”, nada nos prende a não ser, novamente, os bons
momentos que eu pensei (talvez aí eu tenha me equivocado) que ainda
compartilhássemos.
Às vezes, penso
que querias que eu agisse assim, que te prendesse, que andasse atrás de ti, que
me consumisse em ciúmes, exigisse excessivamente algum comportamento dito adequado,
tentasse te “corrigir” ou te mudar ao meu modo e reclamasse de qualquer coisa
ou qualquer pessoa pra te irritar, percebo ainda mais que o fato de te aceitar
como és, nunca ter cobrado nada e ser indiferente a várias coisas que são
fundamentais pra outras pessoas acaba sendo um incômodo porque não sabes como
agir com alguém como eu e fica mais fácil dizer que eu amo mais, que amo pelos
dois ou amo sozinha, algo que deve ser triste, no mínimo, pra conviver. Quer
dizer, eu não sei se fica mais fácil pra justificar pra ti mesmo ou, se apesar
de toda a franqueza, foi a única coisa que conseguiste interpretar disso tudo,
o que é muito decepcionante vindo de ti.
Outra coisa, já
falei isso, mas acho que preciso falar mais uma vez: não preciso dizer nem
provar nada pra ninguém, tirar fotos contigo e postar em redes sociais, não
preciso andar de mãos dadas por aí contigo pra mostrar alguma coisa. Fiquei foi
em dúvida: será que tu querias que eu quisesse isso também? O grande problema é
esse, eu não sei, tu não falas e eu fico tentando entender a partir do que tu
escreves e envias pra outros.
Ainda mais do
dito que acho necessário ser repetido, me importo contigo, gosto dos momentos
que compartilhamos juntos e acredito que nos fazemos bem, quanto a isso, nunca
soube nomenclaturar pra quem quer que fosse, mas precisa? Desculpe a frieza,
mas acreditei em uma relação de troca em que ambos se beneficiam (bem grosso
modo), que envolve em algum nível “bem-gostar, querer e bem-querer” sem o tão
romantizado feitos um para o outro até que a morte nos separe e me incomoda
imensamente esse “reducionismo do amor” que me coloca em uma posição
inacessível, sob uma métrica obscura de sentimentos, que indica pena, que pede
que se sinta pena da pobre criatura incompreendida e irremediavelmente iludida
e ainda pior, que nos prende um ao outro de uma forma ruim (não encontrei
adjetivo melhor).
Se por eu não
conseguir entrar nesses padrões subjetivos de amor é incômodo pra ti, novamente
me desculpe, mas eu sinceramente não sei o que se possa fazer. Aparentemente,
tu ainda continuas dissuadido num sonho romântico a meu respeito e ao que sinto
sei lá por qual motivo nesses quase dois anos que se vão. Talvez porque te
coloque num nível hierárquico superior ao meu, menos humano e mais ideal pra
ti, ou, talvez, simplesmente, porque fique mais bonito pra escrita do poeta,
mas a realidade é dura, clara e não dá pra disfarçar com palavras bonitas, não
a meu ver.
sexta-feira, junho 29, 2018
Das mentiras
Nenhum deles me viu chorar sozinha no escuro. Nenhum deles me viu implorar, me humilhar até desistir sem forças e dolorosamente conformada.
Nenhum deles me viu imóvel desesperada num lugar fétido e exposta pra quem quisesse ver.
Nenhum deles me viu ser carregada, quando eu nem conseguia ficar em pé sozinha, chorando, vomitando enojada.
Nenhum deles viu os apagões.
Nenhum deles esteve ao meu lado quando eu acordava assustada, ou tinha espasmos enquanto dormia.
Nenhum deles esteve por perto quando os ataques de pânico me paralisavam.
Nenhum deles parece ser capaz de amar de verdade a ponto de calar pra não estender mais sofrimento a quem não precisa nem merece e preferiu morrer a cada dia calada e só.
Nenhum deles sentiu na pele o terror de achar que seu agressor pode fazer qualquer coisa porque acha que com um pedido de desculpas pode consertar as coisas.
Nenhum deles sentiu a vergonha por ser burra a ponto de confiar e se odeia e se culpa constantemente por não ter sido perspicaz pra perceber a tempo de fugir.
Mas souberam me criticar por tentar seguir com a minha vida, por não aceitar ser vítima e por buscar suporte na única pessoa em que eu achava que poderia confiar.
Afinal, é tão fácil forjar o que foge ao meu controle, inclusive admissões de outrem.
Eu devo ser realmente o monstro asqueroso que topa qualquer coisa, desde lançar as mentiras mais mirabolantes até permitir a destruição da minha alma apenas pra manter alguém, segurar com as minhas garras gigantescas, depois de ter dado toda a liberdade imaginável, pedido pra ir embora e até insistido em se afastar sem ter qualquer contato.
A culpa é minha e só pode ser minha, fui eu que procurei. Quer dizer, que teve a genial ideia de criar um plano infalível pra destruir o pouco de felicidade que eu achava que tinha.
Quem sabe eu não forjo mais uma agressão, assim, com certeza, ele me pede em casamento dessa vez.
segunda-feira, junho 25, 2018
domingo, janeiro 07, 2018
terça-feira, dezembro 19, 2017
domingo, dezembro 17, 2017
Evanescência
Fechei os olhos.
O pensamento estava enevoado, mas tinha dono, é ele, é ele.
Sobre aquela cama, não era o cheiro dele, da barba dele. Não era o corpo forte sobre o meu, as pernas firmes e nádegas carnudas que aperto. Não eram seus cachos entre meus dedos, sua respiração pesada em meus ouvidos, o olhar dominador sobre o meu, os toques violentos e delicados em minha pele.
O pensamento estava enevoado, mas tinha dono, é ele, é ele.
Sobre aquela cama, não era o cheiro dele, da barba dele. Não era o corpo forte sobre o meu, as pernas firmes e nádegas carnudas que aperto. Não eram seus cachos entre meus dedos, sua respiração pesada em meus ouvidos, o olhar dominador sobre o meu, os toques violentos e delicados em minha pele.
Era o suor dele que eu queria beber, a fragrância própria daquele corpo másculo acariciando meu olfato; a barba macia resvalando em meu rosto, eriçando-me dos pés à cabeça; a música que só ele sabe tocar, agarrado ao meu pescoço, com os gemidos intensos que me inundam por dentro. Era ele.
Não, não era ele.
As luzes se acendem brutalmente queimando minhas córneas, esclarecendo o que eu já sabia, não era ele.
Névoa, neblina, pensamento diáfano.
Evanescência.
sábado, dezembro 16, 2017
Inabalável
O que fazer com o desejo de correr pra ele? Engolir junto com o orgulho? Cadê a independência? O tempo passa e continuo a mesma menina frágil em busca de um romance perfeito? O que tá acontecendo comigo? A racionalidade continua, não corro sem direção, não vou pra outros insatisfatórios braços, mas a minha companhia deveria bastar.
Depois dos 30, deveria ter aprendido algo sobre ser mulher, entretanto, a ladainha continua, os mesmo desabafos, as mesmas crises, as mesmas humilhações. A menina ressurge do recôndito isolado no qual estava aprisionada e grita como uma vítima violada, ultrajada e ansiosa por mudança, mesmo sem forças para tal. De que adianta? Tormento, angústia, tempestade. Mentalizações de uma alma doente submergindo apoiada em desespero.
Medo da solidão?
No meio do furacão, a passos de bailarina, foi assim que aprendi, a professora me ensinou: Destruída, caluniada, mas andando como uma lady. Nem suor escorre. Apenas sangue fumegante nas veias e exterior de fada. Inabalável.
Hoje eu tô sozinha
(Ana Carolina)
E não aceito conselho
Vou pintar minhas unhas e meu cabelo de vermelho
Hoje eu tô sozinha
Não sei se me levo ou se me acompanho
Mas é que se eu perder, eu perco sozinha
Mas é que se eu ganhar
Aí é só eu que ganho
Hoje eu não vou falar mal nem bem de ninguém
Hoje eu não vou falar bem nem mal de ninguém
Logo agora que eu parei
Parei de te esperar
De enfeitar nosso barraco
De pendurar meus enfeites
De fazer o café fraco
Parei de pegar o carro correndo
De ligar só pra você
De entender sua família e te compreender
Hoje eu tô sozinha e tudo parece maior
Mas é melhor ficar sozinha que é pra não ficar pior
segunda-feira, dezembro 11, 2017
segunda-feira, dezembro 04, 2017
domingo, dezembro 03, 2017
segunda-feira, outubro 23, 2017
Folha esquecida
O que eu sou pra ele? Passei a noite, a madrugada, a manhã e a tarde me perguntando. Passamos da fase mágica de todo começo de relacionamento, fomos bem rápido pras crises do durante e agora a interrogação me assusta. Estar comigo e estar com outra, até quando? A deusa decaiu tão rápido. É certo que o medo da perda consome sempre que se está com alguém realmente importante, mas até que ponto a importância passou a ser pouca ou nenhuma.
Não preciso ouvir eu te amo, não preciso ouvir que está apaixonado, mas preciso ouvir algo. Qualquer coisa. O silêncio fala, sei, os abraços, os beijos, mas quem ouve as palavras doces, os poemas, recebe as músicas que ele escreve não sou eu, então que importância eu tenho? A mesma de uma acompanhante que se paga pra marcar presença em eventos. Com a diferença de que ainda forneço outros benefícios.
Eu me calo, enquanto preso ao celular, ele se desdobra em lisonjas que um dia foram minhas. Tenho a maior paciência, porque, afinal, estou tão acostumada a atuar. Parece tão fácil por vezes fazer de conta que não é nada, embora já tenha dito sobre o incômodo de estar com ele enquanto fala com outras a todo tempo.
Não sou sua dona, faça o que quiser, mas por que enquanto estamos juntos? Ou melhor, por que o tempo todo? E por que se calar pra mim? Isso é o que, de fato, dói.
Faltam palavras ao poeta? Certamente não.
Talvez seja só uma folha antiga que continua lá, tão certa, no seu lugar, a ponto de não precisar mais ser preenchida, por ser já possuída. Pra quê o esforço? Há outras folhas, novas, diferentes, mais inspiradoras, elas sim devem valer o esforço.
E se a antiga, pelo tempo e cansaço, quiser partir, que vá, há outras, não é sempre assim? Não há mais tanto encanto, ou melhor, nenhum. É só mais uma folha antiga e amarelada, guardada numa pasta pra auxílio da memória, pra diversão das seguintes. Palavras acabadas. Só mais uma folha antiga e esquecida.
sábado, setembro 30, 2017
quinta-feira, setembro 28, 2017
Cárcere das almas
Ah! Toda a alma num cárcere anda presa,
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!
(Cruz e Sousa)
Soluçando nas trevas, entre as grades
Do calabouço olhando imensidades,
Mares, estrelas, tardes, natureza.
Tudo se veste de uma igual grandeza
Quando a alma entre grilhões as liberdades
Sonha e, sonhando, as imortalidades
Rasga no etéreo o Espaço da Pureza.
Ó almas presas, mudas e fechadas
Nas prisões colossais e abandonadas,
Da Dor no calabouço, atroz, funéreo!
Nesses silêncios solitários, graves,
que chaveiro do Céu possui as chaves
para abrir-vos as portas do Mistério?!
(Cruz e Sousa)
terça-feira, setembro 26, 2017
Um novo desafio
Quando era adolescente, lá pelos 16, 17 anos, não me lembro ao certo, resolvi que queria mudar, queria fazer algo que fosse diferente e difícil pra mim. Uma das resoluções foi parar de roer as unhas. Não pelas críticas, isso nem me passava pela cabeça, ainda tinha a ânsia da adolescência rebelde, não sentia, de fato, o peso da opinião alheia, embora sofresse constantemente com elas. Nessa idade, se acredita saber de muita coisa, mas o tempo é quem mostra que não conseguimos mensurar as consequências reais das atitudes tomadas.
O fato é que pode parecer tolo, mas só quem tem um vício como esses sabe como é penoso. Anos de um costume aparentemente inofensivo, nojento pra alguns, doloroso pra outros, já que frequentemente meus dedos sangravam de tão fundo que iam as mordidas, porque nem as peles ficavam.
Realmente havia tentado todos os métodos prescritos. Esmaltes com gostos nojentos, apimentados, luvas ao dormir, foram tantas e incontáveis as tentativas, todas frustradas, o hábito persistia ainda durante o sono tão forte era a resistência, parecia mesmo algo incontrolável com o qual deveria me acostumar.
Das poucas lembranças que tenho na vida, esta é muito clara, o dia em que resolvi não roer mais as unhas e como num passe de mágica, parei. A necessidade, a compulsão extraordinária cessou simplesmente porque resolvi parar nunca mais voltou. Não estou dizendo que não voltei a roê-las, a questão é conseguir lutar contra mim mesma e tornar o impossível possível.
Eu não sou mais a mesma menina cheia de vida, aliás, sinto que morro a cada dia devido a minhas péssimas escolhas, adquiri outros hábitos monstruosos e é contra eles que me desafiei agora. Joguei a lâmina fora e apesar de não a usar há alguns dias, me parecia seguro tê-la ali, saber que poderia contar com ela se precisasse, isso por si só já pressupõe intenção, então, preciso fugir.
Não posso mais viver de alívios momentâneos, preciso de sentimentos mais seguros. Nada nesse mundo é perpétuo e duradouro, sei bem, mas ficar na minha zona de conforto só me traz mais do mesmo e agora quero mais, preciso de mais. Estagnada, vou me quebrar, seguindo em frente, vou me quebrar. Então, resolvi abandonar meus vícios, continuar quebrada, em outra forma.
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